---------------- coleção de cartas não entregues ----------------
VI
não vi a hora do amor chegar
buscava sem estrias, numa multidão
poças que cintilavam aos raios do sol
ardente, num explicito erotismo
já era hora de chegar
tão tarde para o seu banquete
suas batatas douradas assavam
num brando calor que subitamente subia
ele fitava o ponto em que desejastes aquele
turvo cabrito, de cochas firmes
traseiro durinho e bonito
acompanhava a viagem em frenéticos
movimentos de suas mãos
até sua calça de moletom
seu sexo enrijecido num lampejo
desafiando todas as regras da solidão
que permeavam seu lar
que permeavam seu lar
mastigava com bravura, aquele pedaço de carne
ali, estava sua grande brincadeira
sob sinuosa volúpia
que regia seus movimentos
não passara de um blefe
a castigar o amiudado ser
que o devorava por dentro
em sua camisa cor de salmão
no varal, ao lado de fora deste templo
o vento quebrava as partículas de água
em seus lençóis, o perfume era isca
para a próxima presa, a próxima carne de
seu voluptuoso banquete.
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