IV
cores de vida
e as folhas secas rodopiam no ar
tomo a mesma água que me seca
direcionados ao ninho do céu
que repousa na imensidão celeste

juntos, eu e o colibri embarcamos
cada um com seu desassossego
sossegado por um dia só
um no outro, outro no um
sobre a terra vermelha,
emoldurada por extensa e perfumada vegetação
dois coraçõezinhos em fuga
buscando sei lá eu o que
o não buscar, o sentir, o respirar?
mangas correm ao nosso encontro
A cada quase cem metros, a cada quase cem anos
de um tempo que demora pra passar
quando contigo estou a caminhar.
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agosto de 2016

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