---------------- coleção de cartas não entregues ----------------
II
e as entranhas, dizem muito sobre isso
dizem sobre o que não há de dizer
O que há de sentir, e está a descer sem corrimão
desce, desce, desce...
como quem não quer saber
sem pretensões de chegar ao ponto
com sinuosas marcas de liberdade
pousa o colibri,
acabara de sair de sua jaula
acabara de mostrar ao mundo
seus belos pares de asas
cor de abóbora, em frenéticas batidas
quase a acompanhar as de seu bondoso coração
voa, voa e reluz,
resplandece sobre o horizonte
enquanto te observo voar, e voar
me permito pousar ao seu lado
sobre a fresca sombra de pinheiros
mais um gole na água que me seca
engulimos bananas,
energia restabelecida
De toda uma vida,
que vem pela frente
e vem pela frente...
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setembro de 2016
setembro de 2016

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