sobre o balanço de cordas
ele pronuncia suave
a canção de suas dores
algo não muito comum
já que falar não é de costume
para ele o silêncio diz mais
e ao indagar distinta canção
vem a tona pensamentos de liberdade
aquela da qual tão pensa
uma liberdade visceral
algo próximo à algum penhasco
pensa a meses, talvez anos
incerteza de que ir
será apenas ir, ou O Ir, irá de encontro
com seu verdadeiro ser
mas quem é? será que é ele o ser
tímido que vê no espelho de seu canto
será que sou eu?
ou você é quem é?
a verdade, de algo particular
a canção fria, pálida eu diria
o balanço estremesse como se fosse romper
as cordas balbuciam promessas de queda
algo lento, que como o tempo passa
sem volta
as traças consomem todo o sisal
aos poucos vai cedendo
o peso da carne
favorece o romper,
contudo, é o da alma
21 gramas, 21 toneladas
quem desmorona
ao som de um incessante
limite.

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