sobre o amor,
que sentes teu ilustre coração
amassado por entre as lapelas flamejantes da paixão
pisoteado por inseguras da carne
estigma profano de um corpo só
num espaço tardio e ordinário
saturado pelo desprezo a lhe apunhalar
deixes cair sobre a treva
a pepita sagrada e pequenina
deixes cair por terra
a comprimida raiva que vos sentes
acaricia a costela de cortejo
com suas mãos encardidas de desejo
Vais saber que teus olhos dizem nada
enquanto que a caixa toráxica grita
por mais que um desejo carnal
socorra-me,
no poço ótico, náufrago
essas turvas águas de solidão
irrisórias conexões, as quais nexo falta
lampejo de prazer
se esvai na mesma velocidade que chegou
insignificantes, contundas, vazias
superficial, com olhos de culpa
visceral solidão.
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20 de janeiro de 2017

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