---------------- coleção de cartas não entregues ----------------
I
Prelúdio;
amarelo e azul
seus olhos sorriso, cremes presentes da avó
seus olhos sorriso, cremes presentes da avó
cosméticos para a face, não ligue para elas
você é muito mais que isso, espinhas não importam
pois o que vem de dentro diz muito mais sobre você.
Encolhido;
na mesa de jantar, mau sabia quanta habilidade seirá de ti
preparei tudo com carinho, você não queria dar trabalho
saiba: não foi trabalho algum, não foi trabalho algum
nasce uma nova árvore branca na terra
brota da união entre uma semente de biscuit e um coração discreto
Calado;
durante todo o percurso do ônibus que oscilava,
ele mantinha os olhos grudados em seu livro, e os ouvidos atentos
à música que tocara em seus fones de ouvido
não pude acompanha-lo, mas o deixei em boas mãos
não pretendia sufocá-lo, e com paciência nos reencontramos
avisto-o, saltando cadeiras
afim de ficar mais perto de Marina, olhos e ouvidos atentos,
agora numa mesma direção.
Grato;
no silêncio de alguém que muito tinha para dizer
as folhas de jasmim caiam num novo outono
seu lençol estendido sobre a cama com cuidado,
axalava cheiro de roupa limpa
e o ônibus perdido, sozinho mais uma vez preferi lhe dar espaço,
você fica mais um dia,
e poderia ter ficado outro, e outro, e outro...
Cedo;
sua mala pronta para partir, e num abraço tímido, despedida
foi o que pude fazer por você, dei o meu melhor
deixei você entrar, para lhe duidar
voou o colibri, deixando um pedaço de si
marcado em linhas brancas e delicadas nos galhos da árvore de biscuit.
____________________________________________________
03 de abril de 2015

Nenhum comentário:
Postar um comentário