quarta-feira, 25 de janeiro de 2017



lampejo

No colo
Sentado sobre as pernas de José
Ele sentia algo que não entendia
Apenas achava em seu mundinho
Divertido o frenético balançar

fenda

Na sala
Fitando atentamente aquele doce
Seu olhar de pequeno brilhava
Reluzia ingenuidade, pureza
Gosto amargo de incerteza
Na balinha que o velho dera

silêncio

No chão
Calado, dominado pelo medo
Aquela sombra do macho o perseguia
Sua boca fora tapada
As palavras esvaziadas
Estamos sozinhos, não chore

escondido

Sob a cama 
Fugindo daquele sorriso amarelo
As mãos ásperas que apertavam
Suas mãos macias
O cheiro de tabaco na roupas
Uma dor incompreendida
Lágrimas
Frio na pequenina espinha


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